Chef e empresária, Mariele Horbach lidera um movimento que amplia a presença feminina nos botecos da capital paulista

Crédito: Luis Vinhão
Mariele Horbach, conhecida como a Rainha dos Botecos, chef e sócia do Grupo Hungry, vem liderando uma transformação cultural no cenário dos bares de São Paulo: a presença cada vez maior de mulheres nos botecos.
Tradicionalmente associados a um ambiente predominantemente masculino, os bares inspirados na cultura do boteco carioca começam a ganhar novos contornos na capital paulista. À frente de casas como Garota da Vila e Bar Jobim, Mariele aposta em um conceito de hospitalidade que combina gastronomia brasileira, conforto e acolhimento. A proposta tem contribuído para transformar o perfil do público e ampliar de forma consistente a presença feminina nesses espaços.
O movimento já é visível no dia a dia dos bares. Mesas antes ocupadas majoritariamente por homens hoje recebem com frequência grupos de amigas, encontros de happy hour e mulheres que passaram a frequentar os botecos com mais naturalidade.
Nos bares do Grupo Hungry, essa mudança também aparece nos números. A presença do público feminino cresceu cerca de 40% nos últimos anos, refletindo uma transformação no perfil de quem frequenta os botecos na capital paulista.
Para Mariele, a mudança reflete uma evolução cultural na forma como esses espaços são percebidos e ocupados.
“O boteco sempre foi um espaço democrático da cultura brasileira. O que estamos vendo agora é cada vez mais mulheres se sentindo parte desse ambiente”, afirma.
A proposta da chef não é transformar o boteco em algo distante de sua essência popular, mas ampliar sua atmosfera de convivência. Nos bares do Grupo Hungry, isso se traduz em cardápios criativos inspirados na culinária brasileira, atenção à experiência do cliente e ambientes que valorizam conforto sem perder o clima descontraído que caracteriza os botecos.
Chef, mãe e empresária, Mariele Horbach se consolidou como uma das principais vozes femininas da gastronomia ligada à cultura de boteco. Como sócia do Grupo Hungry, ela ajudou a transformar bares inspirados na tradição carioca em pontos de encontro disputados na capital paulista, reforçando o potencial desse modelo de negócio dentro do empreendedorismo gastronômico.
Para ela, a presença cada vez maior de mulheres nesses espaços também reflete um movimento mais amplo dentro da gastronomia e do empreendedorismo.
“Quando mulheres passam a ocupar o boteco com naturalidade, significa que esse espaço está evoluindo”, diz.
Entre tradição e renovação, Mariele segue apostando na evolução desse universo, mostrando que o boteco pode preservar sua essência popular enquanto se torna um espaço cada vez mais diverso, acolhedor e representativo.
“O boteco não mudou de essência. Ele apenas ficou mais plural”, conclui.













