“Aumento de casos de meningite B acende atenção para vacinação e diagnóstico precoce”, alerta paramédica Priscila Currie, brasileira que atua no Reino Unido

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Um recente aumento de casos de meningite meningocócica no Reino Unido, especialmente na região de Canterbury, tem chamado a atenção das autoridades de saúde e levantado preocupações sobre a baixa cobertura vacinal entre jovens adultos.

Até o momento, cerca de 20 casos foram confirmados, incluindo duas mortes, a maioria entre estudantes universitários.

O surto é considerado localizado, mas evidencia uma vulnerabilidade importante: muitos jovens não foram imunizados contra o meningococo tipo B, já que a vacina passou a ser oferecida rotineiramente apenas a partir de 2015 pelo NHS.

Segundo especialistas, a meningite pode começar com sintomas semelhantes aos de uma gripe comum, o que dificulta o reconhecimento precoce e pode atrasar o tratamento.

“Esse é o grande risco. No início parece algo simples, mas a evolução pode ser extremamente rápida, em questão de horas”, explica Priscila Currie, paramédica do NHS em Londres e especialista em primeiros socorros.

Entre os principais sinais de alerta estão febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, sensibilidade à luz, confusão mental e manchas na pele que não desaparecem ao pressionar.

A doença é transmitida por contato próximo, como troca de saliva e convivência prolongada, sendo mais comum em ambientes como universidades, residências compartilhadas e eventos sociais.
 
Embora seja considerada rara, a meningite bacteriana exige atenção imediata. O tratamento é feito com antibióticos, e a rapidez no atendimento pode ser determinante para o desfecho do paciente.

No Brasil, a vacina contra meningite B não faz parte do calendário do Sistema Único de Saúde e está disponível apenas na rede privada, o que também levanta um alerta para brasileiros que vivem ou pretendem viajar ao exterior.

O momento reforça a importância da informação, da vigilância de sintomas e da busca rápida por atendimento médico.
Priscila Currie Paramédica é formada desde 2014 pela St George’s University of London e conhecida nas redes sociais como @priscila_paramedica_londres, que diariamente atende ocorrências que poderiam ser evitadas com informação e prevenção.

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Redação

Autor desta reportagem.

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