Grupo CPR, o grupo de engenharia por trás da Fazenda do Lago, aposta em vender pertencimento, não metro quadrado

Com mais de 15 anos em incorporação e engenharia, sede em São Paulo e unidades em Curitiba e Goiânia, o grupo fundado pelo engenheiro civil Marlon Ceni leva ao Lago Corumbá IV um modelo em que a infraestrutura vem antes da ocupação e o comprador entra por aprovação

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Lago Corumbá IV, em Abadiânia (GO). Grupo CPR apresenta como “o primeiro wellness club residence de classe mundial.

Com mais de 15 anos em incorporação e engenharia, sede em São Paulo e unidades em Curitiba e Goiânia, o grupo fundado pelo engenheiro civil Marlon Ceni leva ao Lago Corumbá IV um modelo em que a infraestrutura vem antes da ocupação e o comprador entra por aprovação

O Grupo CPR é um grupo brasileiro de incorporação imobiliária e engenharia fundado pelo engenheiro civil Marlon Ceni, seu CEO. Com mais de 15 anos de atuação, sede em São Paulo e unidades em Curitiba e Goiânia, é o responsável pela Fazenda do Lago, empreendimento de alto padrão às margens do Lago Corumbá IV, em Abadiânia (GO), que o grupo apresenta como “o primeiro wellness club residence de classe mundial”.

O desenvolvimento imobiliário é uma das frentes de uma operação mais ampla, que inclui construção, manutenção e facilities para clientes públicos e privados, engenharia e manutenção para o setor de óleo e gás, projetos para governos, como concessões e parcerias público-privadas, consultoria tributária e estruturação de capital.

É dessa base que sai a aposta mais visível da companhia. Em vez de disputar o comprador de alto padrão pelo preço do metro quadrado, o Grupo CPR organizou a Fazenda do Lago em torno de dois atributos que o mercado de segunda residência raramente entrega juntos: infraestrutura antes da ocupação e uma comunidade escolhida.

Da engenharia ao endereço

“A gente vem da engenharia. Em obra industrial, ninguém entrega a fachada antes da fundação, e levamos essa disciplina para o imobiliário: primeiro a infraestrutura que ninguém vê, depois o que se mostra”, afirma Ceni.

No empreendimento, essa disciplina se traduz em ordem de obra. O cronograma começa pela terraplenagem, pela abertura de vias e pela drenagem, segue para as redes subterrâneas de energia, fibra e água, previstas nas 23 vias internas da primeira fase, e ergue as estruturas de lazer em sincronia com essa base. Rede enterrada precisa ser executada antes de as casas subirem; depois, o custo a inviabiliza. Por isso, ela funciona como assinatura de uma tese de infraestrutura antecipada. Completam o plano itens pouco comuns em empreendimentos de lago: base da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Goiás, em projeto, posto de combustível previsto dentro do loteamento e eletroposto junto ao acesso.

“Não dá para pedir que alguém organize a vida em volta de um clube que ainda é desenho. Por isso construímos primeiro. Quem chega aqui não precisa acreditar na gente: basta olhar em volta”, diz o executivo.

A governança acompanha a obra. A primeira fase, com 472 lotes em 32 quadras, está registrada no Cartório de Registro de Imóveis de Abadiânia desde agosto; o parcelamento foi aprovado por decreto municipal e tem licença de instalação; e o projeto é conduzido por uma sociedade de propósito específico própria.

Um portfólio de poucas unidades

Fora de Goiás, o portfólio tem escala boutique. Em São Paulo, o grupo assina townhouses na rua Rubens do Amaral, hoje em obras, e o Parque Bandeirantes, conjunto de casas independentes na região do Morumbi; no litoral norte paulista, o apart-hotel Granada Juquehy, já entregue, e o residencial Birigui 142, em obras, ambos na praia de Juquehy, em São Sebastião. A Fazenda do Lago representa o salto de escala: 2,8 milhões de metros quadrados de cerrado, um masterplan de 803 lotes em sete fases e lotes de 600 a 5.000 metros quadrados, a 109 quilômetros de Brasília.

Pertencimento como produto

O que conecta projetos tão diferentes, segundo o grupo, é a tese de produto. Na Fazenda do Lago, o comprador entra por aprovação, por meio de uma curadoria, passa a integrar a comunidade desde a aquisição, com eventos e atendimento de concierge, e encontra nos clubes previstos no masterplan, como marina, piscina de ondas, golfe, haras, tênis, bem-estar e hotel, o centro do endereço.

“Incorporadora de território é operadora contínua, não é loteadora que entrega a chave e some”, resume Ceni.

Para um grupo que nasceu na engenharia, a aposta no Corumbá IV é de que a confiança, no alto padrão, se constrói como obra: de baixo para cima e antes de qualquer promessa.

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Autor desta reportagem.

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