“Com apenas 30% de cobertura no país, rastreamento do câncer de mama segue distante do ideal”, alerta a mastologista Dra Denise Joffily: diagnóstico precoce salva vidas”
Apesar de o câncer de mama ser o tipo mais comum entre mulheres no Brasil, a mamografia, principal exame para detecção precoce da doença, ainda está longe de alcançar quem mais precisa. Dados nacionais indicam que apenas cerca de 30% das mulheres na faixa etária recomendada realizam o exame regularmente, número bem abaixo dos 70% sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para um rastreamento eficaz. O resultado dessa conta não fecha: diagnósticos tardios, tratamentos mais agressivos e maiores taxas de mortalidade.
Para a mastologista Dra. Denise Joffily, especialista em mama e imagem mamária, o problema vai além do acesso. “Ainda existe muito medo, desinformação e a falsa ideia de que só quem tem histórico familiar precisa se preocupar. Isso não é verdade”, alerta a especialista.

A mamografia consegue identificar alterações na mama antes mesmo de serem percebidas no toque, antecipando o diagnóstico em meses ou até anos. Segundo a Dra. Denise Joffily, essa antecedência muda completamente o desfecho da doença.
“Quando o câncer de mama é descoberto no início, as chances de cura podem ultrapassar 90%, além de permitir tratamentos menos agressivos e cirurgias mais conservadoras”, explica dra Denise.
Mesmo assim, muitas mulheres ainda adiam o exame por receio da dor ou por acreditarem em mitos antigos. A especialista reforça que o desconforto causado pela compressão é rápido e necessário para garantir imagens mais precisas. Trata-se de um incômodo momentâneo que pode representar anos de vida.
De acordo com a prática clínica e as recomendações seguidas por mastologistas como Dra. Denise Joffily:
• A mamografia de rastreamento deve ser realizada a partir dos 40 anos, de forma anual ou conforme orientação médica individualizada.
• Mulheres com fatores de risco, como histórico familiar, alterações genéticas ou condições específicas, podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo.
• Apenas 5% a 10% dos casos de câncer de mama são hereditários, o que significa que a maioria das mulheres diagnosticadas não tinha histórico familiar.
Mitos que ainda afastam mulheres do exame
Entre as falsas crenças mais comuns estão a ideia de que a mamografia “causa câncer” por conta da radiação ou que o exame só é necessário quando há dor ou nódulo palpável. Nenhuma dessas afirmações tem respaldo científico.
“O câncer de mama, na maioria das vezes, é silencioso no início. Quando surgem sintomas, muitas vezes a doença já está em estágio mais avançado”, explica a mastologista.
Para Dra. Denise Joffily, ampliar o acesso à informação de qualidade é tão importante quanto ampliar o acesso ao exame. “A mamografia é uma aliada da mulher. Quando entendemos nosso corpo e cuidamos dele com regularidade, estamos investindo em qualidade de vida e futuro”, ressalta e finaliza a médica mastologista.












