No Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho, enquanto grande parte das ações se concentra em quedas, máquinas e equipamentos, um risco silencioso continua desafiando a segurança nas indústrias: a exposição a gases tóxicos presentes em diferentes processos produtivos.
São Paulo – Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil registrou, em 2025, 806 mil acidentes de trabalho e 3.644 mortes, o maior número da série histórica. Nesse cenário, especialistas destacam que o controle de agentes químicos também precisa ocupar espaço estratégico nas políticas de prevenção.
Setores como frigoríficos, alimentos e bebidas, saneamento, papel e celulose, mineração, siderurgia e metalurgia, petroquímica, fertilizantes e tratamento de efluentes utilizam ou geram substâncias que podem representar riscos quando ocorrem vazamentos ou falhas operacionais. Entre elas estão a amônia (NH₃), o gás sulfídrico (H₂S), o dióxido de enxofre (SO₂), mercaptanas e outros compostos químicos, que podem causar irritações respiratórias, queimaduras, intoxicações e, em situações mais severas, perda de consciência e risco à vida.
Para Bruno Arias, CPO e engenheiro químico e de segurança do trabalho na Dux Grupo, empresa especializada em soluções para neutralização de gases e odores industriais, a exposição a agentes químicos ainda representa um desafio relevante para a segurança ocupacional em diferentes setores produtivos.
“Os gases tóxicos representam um desafio relevante para a segurança industrial porque muitos deles são invisíveis, podem se dispersar rapidamente e nem sempre são percebidos antes de atingirem concentrações perigosas. Substâncias como amônia, gás sulfídrico, dióxido de enxofre, mercaptanas e outros compostos presentes ou gerados em processos industriais exigem monitoramento constante, protocolos bem definidos e tecnologias capazes de identificar vazamentos e reduzir seus impactos antes que coloquem trabalhadores e comunidades em risco”, afirma.
Segundo o especialista, a evolução tecnológica tem ampliado a capacidade das indústrias de atuar de forma preventiva, permitindo a detecção precoce de microvazamentos, o monitoramento contínuo de áreas críticas e respostas mais rápidas em situações de emergência.
“Hoje, a indústria conta com recursos que permitem agir antes que um problema se transforme em uma ocorrência de grandes proporções. A identificação precoce dos riscos, combinada ao monitoramento, aos protocolos de segurança, ao treinamento das equipes e às tecnologias de resposta e mitigação, é fundamental para reduzir a exposição dos trabalhadores e fortalecer a prevenção”, explica Bruno Arias.
Para Marcelo Spaziani, CEO da Dux Grupo, a gestão desses riscos também precisa ser entendida como uma questão estratégica para as organizações, envolvendo não apenas a segurança das pessoas, mas a continuidade das operações.
“Quando falamos em segurança do trabalho, é fundamental olhar para todos os riscos envolvidos nas operações, inclusive aqueles que não são percebidos imediatamente. A prevenção precisa estar presente desde o planejamento das atividades até a resposta a possíveis emergências. Investir em tecnologia, processos e capacitação das equipes é investir na proteção das pessoas, na redução dos riscos e na continuidade operacional”, afirma.
Segundo o executivo, uma cultura sólida de segurança depende da integração entre pessoas, processos e inovação.
“Não existe uma solução única para prevenir acidentes. A segurança é construída diariamente, com equipes preparadas, protocolos eficientes, manutenção adequada, monitoramento constante e ferramentas compatíveis com os riscos de cada operação. Quanto mais cedo uma ameaça é identificada, maiores são as possibilidades de reduzir seus impactos para trabalhadores, empresas e comunidades”, conclui Marcelo Spaziani.
A prevenção de riscos químicos depende da combinação entre treinamento, manutenção preventiva, protocolos de emergência, monitoramento e tecnologias adequadas às características de cada operação. Além da proteção dos trabalhadores, essas medidas contribuem para reduzir impactos operacionais, ambientais e regulatórios.
Sobre a Dux Grupo
Há 15 anos, a Dux Grupo é especializada no desenvolvimento de soluções para neutralização de gases e odores industriais. A empresa desenvolve tecnologias voltadas à detecção, controle e neutralização de gases e odores, contribuindo para operações mais seguras e para a gestão de riscos associados a diferentes processos industriais.
Com atuação no Brasil, em países da América Latina, como Chile, Peru, Colômbia, Paraguai, Bolívia, Argentina e México, e também na União Europeia, a Dux Grupo atende empresas dos setores de alimentos e bebidas, frigoríficos, saneamento, papel e celulose, mineração, siderurgia e metalurgia e indústria química.















