A busca por saúde e bem-estar tem levado cada vez mais pessoas a repensarem a relação com o próprio corpo, indo além do número exibido na balança. Em um cenário onde obesidade, sedentarismo e doenças metabólicas crescem no Brasil, especialistas defendem uma abordagem mais estratégica, focada na composição corporal, no metabolismo e no equilíbrio hormonal.
Segundo a médica Dra. Fernanda Albuquerque, o peso isolado não é um indicador fiel de saúde. “As pessoas ainda estão muito presas ao número da balança, mas isso não mostra a real qualidade do corpo. O que importa é a composição corporal, ou seja, a quantidade de massa muscular e gordura”, afirma.
A manutenção da massa muscular, por exemplo, tem papel central nesse processo. Além de contribuir para a estética, ela é fundamental para o funcionamento do organismo. “A massa muscular é metabolicamente ativa. Quanto mais músculo a pessoa tem, maior tende a ser o gasto energético do corpo, o que facilita tanto o emagrecimento quanto a manutenção do peso”, explica a especialista.
Outro ponto importante destacado pela Dra. Fernanda é a relação entre composição corporal e inflamação. O excesso de gordura corporal, especialmente a visceral, está diretamente ligado a processos inflamatórios crônicos. “Quando reduzimos gordura e preservamos músculo, conseguimos diminuir a inflamação do organismo, o que impacta positivamente na saúde como um todo”, diz.
O equilíbrio hormonal também entra como peça-chave nesse contexto. Alterações hormonais podem dificultar o emagrecimento, afetar o humor e comprometer a qualidade de vida. “Não adianta focar só em dieta restritiva. É preciso avaliar hormônios, sono, estresse e estilo de vida. Tudo isso influencia diretamente nos resultados”, ressalta.
Nesse cenário, a mudança de mentalidade é essencial. Em vez de buscar apenas emagrecer rapidamente, a orientação é investir em estratégias sustentáveis. “O objetivo deve ser melhorar a composição corporal, ganhar saúde e longevidade. O peso pode até mudar, mas ele não deve ser o único parâmetro”, reforça Fernanda.
Por fim, a especialista destaca que pequenas mudanças consistentes tendem a gerar resultados mais duradouros. “Quando o paciente entende que saúde vai muito além da balança, ele passa a ter uma relação mais equilibrada com o próprio corpo. E isso faz toda a diferença no longo prazo”, conclui.












